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Um dia, Alice chegou a uma bifurcação na estrada e viu um gato Cheshire em uma árvore. ‘Qual caminho eu sigo?’, perguntou ela. ‘Aonde você quer ir?’, foi a resposta dele. ‘Eu não sei’, respondeu Alice. ‘Então’, disse o gato, ‘não faz diferença!’

(Lewis Carroll, Alice no País das Maravilhas)

Se há um conselho que a Concil pode dar para seus parceiros é: não seja como Alice. Afinal, quem não sabe para onde ir, dificilmente chega a um lugar melhor. Ainda mais nos dias de hoje, em que os negócios e o mundo mudam a uma velocidade cada vez maior. Isso exige flexibilidade e disposição para corrigir rumos. Entretanto fica a pergunta.

Como saber para onde ir em um cenário tão incerto?

Pensando nisso, queremos apresentar os conceitos de OKR e metas SMART. Tratam-se de ferramentas modernas, utilizadas por empresas pioneiras como o Google para adaptar a gestão por metas aos desafios do século XXI.

Acreditamos que sua empresa tem muito a se beneficiar com essa metodologia. Por isso, continue a leitura e entenda como definir metas cada vez melhores para o seu negócio

OKR: o que significa?

OKR é uma ferramenta de gestão utilizada para definir e acompanhar metas. Vem sendo adotada por grandes empresas de tecnologia do vale do silício, como Google, Dropbox, Twitter, entre outras, além de multinacionais como Disney e Ambev.

A sigla OKR significa “Objectives and Key Results” (Objetivos e Resultados-chave), considerando que o objetivo, resultado específico que a empresa deseja alcançar, deve ser escrito de forma estritamente qualitativa (ex: ganhar participação de mercado). Já os Key Results devem ser quantitativos e específicos.

Mas como mensurar os Key Results e construir OKRs eficientes? É o que veremos no próximo tópico.  

Como construir bons OKRs?

Key Results efetivos são fruto da combinação entre um KPI (Key Performance Indicators) e um valor alvo, correspondente à própria meta a ser atingida). Em português, KPI significa “indicadores-chave de performance”, ou seja: são os fatores que mais fielmente indicam se foi alcançado o objetivo definido pela empresa.

Vamos trabalhar isso com um exemplo mais concreto.

Imaginemos uma empresa cujo objetivo seja: aumentar a rentabilidade. Para alcançar tal objetivo, define-se um indicador-chave (um KPI), que no caso seria: lucro líquido. De fato, esse é um dos indicadores mais recomendados para monitorar o aumento da rentabilidade (da mesmo forma como o KPI “peso corporal” é uma das melhores formas de monitorar o objetivo “melhorar a forma”).

Agora temos “lucro líquido” como KPI, de forma que é preciso mensurar o quanto de lucro líquido se pretende alcançar (valor alvo). Ao fazer isso, temos um Key Result: alcançar um lucro líquido de 100 milhões.

Lembrando que de cada KPI definido podem surgir dois ou mais Key Results. Sendo assim, poderíamos definir o OKR da empresa citada pela seguinte fórmula.

Nós vamos [inserir objetivo], e vamos saber se fomos bem sucedidos se atingirmos [inserir Key Result 1], [inserir Key Result 2], [inserir Key Result 3].

Segundo as melhores práticas do mercado, um bom OKR tem no máximo 3 Key Results para cada objetivo. Outra questão importante é o tempo, que também deve ser mensurado. Por isso, recomenda-se trabalhar com OKRs específicos para cada trimestre e reavaliá-los ao final de cada ciclo.

Qual a relação entre OKR e metas SMART?

A técnica SMART, criada por Peter Drucker, é uma ferramenta das mais úteis para validar e aprimorar metas. A técnica foi batizado por um acrônimo formado pelas iniciais das palavras specific, mensurable, achievable, relevant e time-based. São essas as cinco características que definem uma boa meta. Vamos a elas:

 

  • specific (específica): A meta não pode ser genérica. “Crescer as vendas”, portanto, é genérico. Já “aumentar as vendas” em 20% é específico;
  • mensurable (mensurável): Cada meta específica deve ser acompanhada pelo indicador utilizado para verificá-la. No caso do exemplo de vendas, um bom indicador seria o valor de faturamento mensal;
  • achievable (alcançável): É desejável que as metas sejam ousadas, porém elas precisam ser realistas, ou seja: deve ser possível alcançá-las.
  • relevant (relevante): A meta criada deve ser relevante para os objetivos maiores da empresa;
  • time-based (prazo definido): Uma boa meta deve ser concluída dentro de um determinado espaço de tempo.

 

Como vimos anteriormente, um OKR com as cinco características SMART tem muito mais chance de ser realizado e gerar benefícios reais para sua empresa.

Quais os benefícios das metas OKR?

OKRs são uma adaptação da gestão por metas ao cenário instável e de pressão por adaptabilidade dos dias atuais. Dito isso, é importante apontar algumas características exclusivas, que diferem os OKRs das metas tradicionais:

  • enquanto as metas tradicionais costumam se ligam a planejamentos plurianuais e revisões de ano em ano, os OKRs funcionam em ciclos mais curtos que variam de 1 a 6 meses;
  • Uma vez definidas, os OKRs são abertos para todos os membros da empresa. Além disso, elas são formuladas de maneira descentralizada, com ampla participação e consulta.

Tais características geram mais mobilidade para os negócios e permitem correção de rumos mais rápida, sempre que eles se fizerem necessários. Além disso, a transparência e a participação horizontal no processo decisório gera mais engajamento e motivação dos colaboradores, uma vez que eles foram consultados e participaram da definição dos OKRs.

OKRs também podem ser utilizados na gestão de equipes, a fim de melhorar a performance de seus membros. Isso é feito a partir da definição de OKRs individuais para cada colaborador, que passam a ser monitorados pelo seu gestor direto. No entanto, o ideal é que essa metodologia já esteja consolidada no nível macro da empresa, antes de avançar para níveis mais específicos.

E os benefícios clássicos?

Não se pode esquecer que os benefícios clássicos da gestão por metas também estão incluídos na metodologia OKR.

 

  • Foco: empresas que trabalham com OKR têm mais sucesso em direcionar os esforços de seus colaboradores para as atividades relevantes e afastá-los das atividades de baixo impacto para o sucesso da organização.
  • Produtividade: com o foco direcionado naquilo que importa, e com a perspectiva da meta a ser alcançada, os colaboradores tendem a otimizar seu trabalho e buscar os meios de realizá-lo de maneira mais eficiente.
  • Confiança: Não há nada melhor para a motivação e o estado de espírito de uma pessoa que cumprir com os desafios propostos. Colabores e empresas que batem suas metas tendem a confiar mais no seu próprio taco.

 

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